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COM TODA A FORÇA di Paola Sammartano - Revista Cani - setembro de 1992
Citado nos antigos textos, representado em obras de arte e destinado a um crescente sucesso, em breve será uma nova raça italiana. É um cão rápido, descendente do molosso dos romanos utilizado para caça grande e para conduzir os rebanhos. Rústico e potente é um ótimo companheiro e guardião. Erasmo da Valvasone, no seu livro "Da caça", descreve o Cane Corso já em 1591(...). mas se a descrição morfológica ainda se adpta depois de 3 séculos ao Cane Corso atual, os criadores da raça dizem que ao contrário o atual tem extraordinária características psíquicas. "Dotado de uma coragem sem limite é um ótimo guardião. Consciente da própria força dificilmente se deixa levar por manifestações de nervosismo e igualmente demonstra o seu equilíbrio controlando a desconfiança que sente na frente de estranhos até quando percebe que o patrão os aceita .Quando uma propriedade lhe é confiada é também o temperamento equilibrado que lhe permite controlar de longe o movimento eventual de intrusos e atacar somente em casos de verdadeira necessidade. O Cane Corso mantêm até a maturidade a alegria de um filhote e até a idade adulta a vontade de correr e brincar não passa." , assim descreve o caráter Claudio Bonassi, sócio de Luigi Corini do canil degli Olmi di Leno, próximo a Brescia. Giancarlo Malavasi criador desde os 21anos da raça Cane Corso com o nome Cerberus de S.G di Mantova, destaca também: "A docilidade e a extrema afetuosidade com as pessoas com quem vive e ama e particularmente as crianças, entre os quais se demonstra extremamente benévolo e disposto a defendê-las com coragem".O Corso assim como ele é, junto a nós através de séculos de seleção na lida do campo italiano, é um cão de temperamento vigilante e reativo extremamente equilibrado e em grau de resistir experiências e condições ambientais difíceis sem que seu sólido equilíbrio psíquico se modifique. Essa característica , unida a um justo grau de territorialidade e agressividade fazem dele um bom auxiliar do homem na guarda e na defesa pessoal. Fisicamente a conformação do Cane Corso é a de um molosso de porte médio-grande com uma ossatura robusta e uma estrutura muscular bem desenvolvida que lhe conferem um aspecto sólido e compacto, unido a agilidade e presteza. A presença do Cane Corso na região centro meridional da Itália é amplamente testemunhada na literatura e representado a partir da época pós-medieval.Além do já citado poema de Erasmo da Valvasone em 1591, Teofilo Folengo o nomeia no "Maccheroniadi" em 1500. O achamos depois em Nápoles onde 2 exemplares figuram nos relevos de mármore do Arco de Triunfo, o monumental ingresso ao Castelo Novo, criado para lembrar a chegada a Nápoles de Alfonso I de Aragão em 1443. Philipp Heackert que foi pintor da corte de Fernando IV de Bourbon e conheceu o Reino das 2 Sicilias no fim do sec.XVIII retrata numa paisagem do Palácio Real de Persano os corsos no momento de lançarem-se contra um javali. Finalmente citamos o artista romano Bartolomeo Pinelli (1781-1835) que se auto-retrata em companhia do seu Cane Corso. Quanto as origens da raça são muito antigos e nos conduzem ao molosso romano, o "pugnax", utilizado na guerra, arena romana e na caça grande. Dele derivaram 2 variedades de cães, uma mais pesada, utilizada especialmente para a guerra e os combates na arena e da qual se imagina que descenda o mastim napolitano. E a outra mais leve, utilizada na caça grande e na custódia dos rebanhos bovinos da qual descenderia o Cane Corso. Quanto ao nome "Corso" foi o que tradicionalmente as pessoas do sul atribuíam a este cão que sobreviveu ao período obscuro da ruína do Império Romano e das invasões bárbaras e continua na sua função de guardião e de auxiliar de pastores e lavradores. A origem desse nome é incerta. (...) (Tradução provisória feita por Marina Reisch - Canil Cohors) |